Eu sou um grande fã de livros. Sou fascinado pelos diferentes estilos de escrita, a beleza de um mundo que não existe e o conhecimento que é passado. Mas mais do que tudo isso eu adoro quando as ideias me fazem abrir a cabeça. Aquela expansão de consciência que ao mesmo tempo que dá um nó nos neurônios gera quase que um orgasmo na mente.

Sou daquelas pessoas que começaram a ler muitos livros quando criança. Meus pais não sabiam o que era gamificação, mas me davam pontos fictícios para cada novo livro lido. No final de um período de tempo eu podia trocar esses pontos por algum presente ou brinquedo. Além disso dois de meus avós são escritores, então nunca houve escassez de livros e influências.

Ao longo da vida tive momentos mais frenéticos de leitura e outros nem tanto.
Acho que Magia, Sociologia, Ficção Científica e Melhora Pessoal foram os quatro grandes momentos de intensidade – eu com meus 12, 19, 22 e 27 anos respectivamente. À medida que o tempo foi passando eu acabei trocando o papel pelo audio na maior parte do meu consumo de livros. Hoje praticamente eu só escuto livros. Escuto no transporte, na corrida, ao lavar louças, na academia, enquanto estou esperando algo e por aí vai.

Eu continuo ainda na onda de melhora pessoal. Cada vez com mais intensidade, então resolvi compartilhar com você minhas percepções sobre as leituras. Nessa página vou sempre atualizar qual o livro que estou lendo juntamente com a lista das minhas últimas experiências literárias. A página está dividida por tópicos, mas a leitura inicial sempre ficará em primeiro lugar. Se você gostou de algum livro, considere comprá-lo através dos links que disponibilizo, pois assim você ajuda a Iglu se manter firme e forte!

Leitura Atual


O Otimista Racional: Por que o mundo melhora – Matt Ridley

o otimista racional

Eu cheguei até esse livro por ser uma grande recomendação de empresários e influenciadores nas listas do Scribd. Apesar de já ter estudado bastante sobre o assunto com o livro O Mundo Pós-Americano do internacionalista Fareed Zakaria, o tópico me interessou bastante.

A ideia central do autor Matt Ridley é explicar por meio de algumas análises socioeconômicas que o mundo está cada vez melhor para nós humanos. A renda média das pessoas está aumentando, a disponibilidade de alimentos está se ampliando e estamos encontrando curas e soluções para grande parte das doenças e problemas.

Com base nessa percepção, devemos então ser otimistas com relação ao nosso progresso e muito do que vemos hoje na mídia é uma exploração maliciosa e focal da real situação do mundo. Eu consigo relacionar essa ideia um pouco com uma das premissas do livro The Subtle Art of Not Giving a F*ck do Mark Manson. Os três livros aqui mencionados apontam a grande mídia e também mídias sociais como um dos problemas. Nesses veículos percebemos em geral apenas o que há de melhor e pior no mundo. São muitos exemplos extremos de sucesso para comparar com nós mesmos e muitos exemplos de terror para nos colocar com medo. Qualquer roubo, morte ou assalto é noticiado e chega aos nosso ouvidos em grande velocidade.

Um exemplo para comparar é que após a Segunda Guerra Mundial, várias guerras na África mataram milhares e milhares de pessoas. No entanto nós do Ocidente não soubemos quase de nada.

Eu sugiro a leitura para todos que queiram uma visão um pouco diferente da que nos é passada pela mídia.

Últimas Leituras


Our Final Invention: Artificial Intelligence and the End of the Human Era – James Barrat

our final invention

O livro Our Final Inention ( Nossa Última Invenção ) infelizmente não chegou a ser traduzido para o Português ainda. Contudo, se você fala Inglês e gosta da área de Inteligência Artificial vai amar. James Barrat conta sobre os perigos da Inteligência Artificial e como que ela poderá levar ao fim da era dos humanos.

Apesar de parecer um pouco exagerado ele explica muito detalhadamente todos os aspectos do que faz uma inteligência artificial realmente ser inteligente e como que ela poderá ultrapassar nossa capacidade cognitiva em pouquíssimo tempo depois de criada.

Um conceito que achei especialmente curioso – até por se relacionar ao meu trabalho como programador – é a da teoria dos sistemas complexos e como eles falham. Chega um ponto em qualquer sistema complexo que não é mais possível determinar com exatidão o que pode causar um determinado problema. O número de variáveis atuando é tão grande que já não há formas de organizar soluções para esses ambiente super interconectados.

Um exemplo para ficar mais claro foi a explosão de Chernobyl. Não lembro com exatidão, mas houve um problema no resfriamento de um setor, mas a luz que avisava do problema estava queimada e uma outra sequência de pequenos erros levaram à impossibilidade de segurar a usina. Inteligências Artificiais não só são sistemas ultra complexos, como também são sistemas que se auto modificam. Então o resultado de uma vírgula que foi digitada sem querer pode levar a centenas de outros problemas muito maiores, inclusive na percepção dessa inteligência de nós humanos.

Acho que é uma leitura sensacional para quem está pensando sobre o assunto ou busca trabalhar nas áreas de programação e sistemas.