Tipos de sites – Qual formato escolher para desenvolver seu site

Existem vários tipos de websites e cada um tem um propósito.

Nesse artigo, que é parte da série como criar um site, tem como propósito ensinar quais são as formas de desenvolver um site diferentes.

Antes, um esclarecimento:

Se você está buscando os tipos de sites como Institucional, Blog ou Loja Online, então confira nosso primeiro artigo que aborda exatamente esse assunto.

Já quando falamos nos tipos de sites que podemos desenvolver, vamos dividir aqui em três partes:

  1. Sites estáticos
  2. Gerenciadores de Conteúdo (CMS – Content Management Systems)
  3. Sites desenvolvidos do zero

Essa é uma divisão totalmente arbitrária para simplificar a didática, então simbora que vai ser bacana.

Esse artigo faz parte da série Como Criar um Site. Uma série para iniciantes de como criar um site do zero.

1 – Sites estáticos

Como vimos no segundo artigo dessa nossa série, existem vários tipos de código e partes que estão envolvidas no processo de fazer uma página como essa aparecer no seu navegador.

Os sites estáticos nada mais são do que apenas aquele código que é enviado para o navegador.

Isto é, não existe um banco de dados ou algum processamento que ocorre no servidor. As páginas estão já prontas lá só esperando as requsições chegarem para as enviar para o usuário.

De forma simples, podemos dizer que os sites estáticos apenas consistem em apenas 4 tipos de arquivos:

  • HTML
  • CSS
  • JavaScript
  • Mídia (imagens, vídeo, áudio, documentos, etc)

Se a sua intenção é aprender a programar, então sugiro também dar uma olhada no nosso guia de como ser um desenvolvedor web para entender qual é o melhor caminho para você.

Sites estáticos eram maioria no início da internet. Com o tempo as tecnologias foram se desenvolvendo para resolver o grande problema desse tipo de site:

É difícil escalar um site estático.

Quando temos um gerenciador de conteúdo, como o WordPress ou Wix, é possível criar um novo artigo no blog ou uma nova página sem precisar copiar toda a página e desenvolver ela do zero com código.

Com os sites estáticos não tínhamos essa facilidade e a edição manual é necessária para cada página.

Perceba que falei que não tínhamos essa facilidade. Isso porque há poucos anos duas tecnologias foram se desenvolvendo estão cada vez mais fortes:

  1. JavaScript frameworks (Vue, Angular, React…)
  2. Geradores de sites estáticos (Hugo, Jekyll, Gatsby…)

Sem entrar muito em detalhes, ambas maneiras acima possibilitam a separação de código em pedaços reutilizá-veis. Então, com a ajuda de alguns serviços de gestão de conteúdo podemos conectar nossos sites estáticos e tratá-los como se fossem gerenciadores de conteúdo com bancos de dados e tudo mais.

“Mas por que todo esse trabalho se já se existem gerenciadores de conteúdos muito bons?”

Não existe forma mais rápida de desenvolver sites como sites estáticos.

Mais do que isso, podemos hospedar gratuitamente sites estáticos em serviços como Github pages ou Netlify. Seja para um site com 10 visitas por mês ou 10 milhões, a velocidade é incrível e não há necessidade de se preocupar muito com gastos e infraestrutura.

O desenvolvimento de sites assim é um pouco mais complicado, mas se você ou já sabe um pouco de HTML ou tem interesse em aprender eu sugiro dar uma aprofundada.

2 – Gerenciadores de Conteúdo – CMS

Ouso dizer que a maior parte dos sites hoje online possuem algum gerenciador de conteúdo por trás.

Os CMS, do Inglês Content Management Systems ou Sistemas de Gestão de Conteúdo, são sensacionais e vou explicar um pouco sobre eles.

Para que a criação de um site seja simples, precsisamos reutilizar código de outras pessoas. Isso é verdadeiro quando criamos algo do zero e é verdadeiro quando aproveitamos de gerenciadores de conteúdo para criar nossas experiências digitais.

Sem esse reaproveitamento estaríamos muito longe de toda essa inovação pois teríamos que inventar a roda toda vez.

Esse princípio não é nenhuma novidade, pois vem do próprio princípio da ciência. Construindo em cima de uma plataforma já pronta.

Existem CMS de todo tamanho, tipo e propósito. Alguns são melhores para criar sites institucionais, outros blogs, outros lojas online e outros até serviços mais complexos.

Os grandes CMS, no entando, tem seus códigos abertos para que mais pessoas possam contribuir e criar novos módulos e partes.

O mais famoso é o WordPress. Isolado na liderança como plataforma mais utilizada na internet para a criação de sites, ele conta com uma comunidade de dezenas de milhares de plugins, extensões, widgets e templates que são peças criadas em cima do CMS para o complementar.

Esse ecossistema de opções e possibilidades faz com que seja muito simples adicionar qualquer funcionalidade que você pensar ao seu site.

Quer um contador de palavras para ver sua produtividade no blog? Tem um plugin para isso.

Quer vender produtos com o PagSeguro? Tem um plugin para isso.

Quer adicionar um formulário de contato? Tem um plugin para isso.

Quando mais pessoas estão envolvidas para alimentar o WordPress, melhor, mais seguro e mais fácil de usar ele fica. Por isso que é muito difícil competir com ele.

No entando, existem outras dezenas ou centenas de CMS. Muitos deles ainda muito válidos para determinados tipos de projetos.

Sugiro a utilização de um CMS. Em especial nessa série vamos utilizar o WordPress muito para a criação dos mais variados formatos de sites.

Vou deixar aqui uma lista de CMS interessantes para você explorar:

  • WordPress – Generalista – Código aberto
  • Drupal – Generalista – Código aberto
  • Joomla – Generalista – Código aberto
  • Ghost – Blog – Código aberto
  • Magento – Loja online – Código aberto
  • Wix – Generalista – Proprietário
  • Squarespace – Sites institucionais e lojas online – Proprietário
  • Shopify – Loja online – Proprietário

Antes de passar para o próximo tópico quero comentar que a gestão desse tipo de site é simples para sites pequenos. Quando começar a crescer aparecem desafios um pouco mais complexos que exigem um conhecimento maior de infraestrutura, banco de dados, segurança, velocidade e por aí vai.

3 – Sites desenvolvidos do zero

Para fechar, deixei esse último estilo de sites desenvolvidos do zero.

Podemos dize que um site estático é desenvolvido do zero? Sim.

Podemos fazer um CMS do zero nós mesmos? Também.

Então por que separar? Pois aqui me refiro a soluções customizadas que não podem ser criadas facilmente com CMS ou de forma estática.

Esse tipo de site está mais próximo do que o Google, Facebook, Airbnb e outros complexos são. Plataformas e sistemas que executam algo bem diferente do que somente mostrar conteúdo, enviar formulários ou vender produtos.

Naturalmente podemos desenvolver qualquer coisa do zero. Do novo Facebook a um site de uma empresa qualquer.

Esse tipo de solução é tão variada que é bem mais complexo – e fora do escopo dessa série de como criar um site -, então resolvi aglomerar nesse nome “desenvolvido do zero”.

Para a criação desse tipo de site é necessário um pouco mais de conhecimento técnico. É preciso entender de bancos de dados, de códigos no front-end e back-end, infraestrutura e segurança.

Novamente, se você tem interesse em explorar mais esse mundo da programação, temos outra séria muito bacana a partir do nosso guia de como se tornar um desenvolvedor web.

Conclusão

Nesse artigo passei pelas três categorias ou tipos de sites. Cada um tem seu propósito e seu momento.

Essa explicação toda tem como objetivo complementar o conhecimento de como a internet funciona e como podemos pensar nas melhores soluções para os desafios de cada momento.

A forma de explicação foi bem generalista, mas o intuito é ser uma introdução mesmo ao assunto. Se gostou desse artigo me manda uma mensagem ou deixa um comentário e eu crio um mais aprofundado explicando com mais detalhes.

Divirta-se!

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André Lug

André Lug

Apaixonado por design e desenvolvimento de websites. De vez em quando gosta de escrever sobre produtividade, como é ser um freelancer e algumas reflexões da vida.

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